segunda-feira, 10 de julho de 2017

Família: Sim! Família? Não!

Um post no dia seguinte ao do último?! Oba!!! Milagre!!!
Hehehe! É verdade sim. O último post foi escrito ontem. Coisa rara por estes lados não é verdade? Pronto, coloquei a preguiça ali na gaveta e cá vim escrever.
Hoje temos um desabafo (como na maioria dos meus posts), uma conclusão a que cheguei.
Vou falar de FAMÍLIA, nomeadamente ti@s e principalmente prim@s.

imagem retirada da net

Considero a minha família grandinha: da parte do meu pai tenho dois tios (mais uma tia por afinidade - mulher de um deles), uma tia, três primos e duas primas.
Da parte da minha mãe são mais: são três tias (vivas, pois havia mais uma que faleceu quando eu tinha apenas um aninho de idade) mais os respectivos maridos (portanto são quatro tios porque estou a contar com o marido da minha falecida tia), cinco primos e três primas.
Só estou a considerar @s ti@s e prim@s direit@s caso contrário não saíamos daqui uma vez que já há muit@s prim@s em segundo e terceiro grau.
Mas voltemos atrás.
Porque venho falar disto e porque digo ser um desabafo?
Eu explico: em relação à família da parte do meu pai nunca tive muita ligação. Falamos de vez em quando, ás vezes vêm cá a casa mas muito de longe a longe e nada mais. Portanto não tenho do que reclamar.
Mas da parte da minha mãe é muito diferente. Cada uma das minhas tias tem a sua maneira de ser, diferem bastante umas das outras, mas mesmo assim sempre fomos muito unidas, sempre em contacto. Umas mais que as outras mas mesmo assim sempre em contacto.
Eu fui criada pelos pais da minha mãe: meus avós tão queridos e que eu sempre amei muito (ainda amo apesar de já cá não estarem). O meu avô até era meu padrinho de baptismo. E criados comigo foram também dois primos e uma prima. Como sou filha única posso dizer que eles eram quase meus irmãos.
Mas então vocês perguntam: "De cinco primos e três primas só três é que foram criados contigo?!". Sim: quando eu nasci, três desses primos todos, já eram adultos: já tinham as suas famílias; outros dois (irmãos) estavam a ser criados pelos avós paternos; restam então os três que foram criados comigo. Ou melhor, eu fui criada junto com um deles e mais tarde nasceu a minha prima; no entretanto o meu primo entrou para a escola então ficámos só as duas mas não por muito tempo porque depois nasceu o irmão dela e veio juntar-se "à festa".
"Ok, estamos a perceber. E depois?".
Depois é assim: durante anos convivemos (eu e primos) de 2ª a 6ª, das 8h00 ás 19h00, mais os dias festivos. Trocámos confidências, ajudávamo-nos mutuamente, éramos como irmãos.

imagem retirada da net

"Sim, e então?!".
Então agora: o primo com quem fui criada já não me fala há mais de sete anos, deixou simplesmente de o fazer; a prima apenas manda uma sms no meu aniversário e outra no Natal e, mesmo com toda a convivência e cumplicidade que tivemos quando éramos mais novas, o primo é que é "primo querido", "primo do meu coração" (palavras escritas por ela no seu perfil de Facebook).
Quando eu ia sair à noite levava-a comigo para ela não ficar em casa, para se divertir, dançar, beber um café... mas quando eu precisei que fizesse o mesmo comigo para me ajudar a superar a depressão... não, não o fez.
Quanto ao meu outro primo, irmão dela, não tenho nada a dizer porque sempre foi e ainda é muito introvertido, muito calado, metido no seu mundo, portanto convivíamos mas ao mesmo tempo não havia convívio.
E sabem uma coisa? Como vos disse, há dois primos que foram criados pelos avós paternos e não comigo mas, por incrível e/ou absurdo que pareça, temos um convívio frequente, estamos sempre em contacto e basta uma palavra minha ou até apenas um olhar meu para eles perceberem que eu preciso de alguma coisa: seja uma ajuda ou uma palavra mais meiga... e nesse momento estão lá para mim, deixam tudo para estar comigo, para me ouvirem, para me falarem, para me darem um ombro. TUDO!
Mas também dou graças por ter pessoas que não são "do meu sangue" e que, no entanto, considero como FAMÍLIA. Pessoas que conheço pessoalmente e, na maioria, pessoas que só conheço virtualmente mas no entanto estão lá, à distância de um ecrã e de um teclado, sempre com uma palavra amiga, de ânimo, de ajuda... Paulinha, Carina, Catherine, Marta, Aninha, Lu, Ana Penalva, Chris, Ruth, Andreia, Jaque, Magna, Mª João... Sou uma felizarda por vos ter na minha vida!

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Dói um pouco pensar em tudo isto, chegar à conclusão que, afinal, quem esteve connosco durante tantos anos é quem está agora tão perto mas na realidade tão longe!
E pronto, já desabafei 😖
Até ao próximo post 💋

domingo, 9 de julho de 2017

Concursos televisivos... para todos?

Olá pessoas lindas cá estou eu de volta!
Quero falar-vos de mais uma coisa da qual O Meu Ponto de Vista se apercebeu: Concursos Televisivos.

imagem retirada da net

Sabem o que são certo? Aqueles concursos que passam na televisão em que as pessoas ligam para um certo número de telefone (sim, porque o tempo de enviar a participação por carta já lá vai) e se inscrevem para participarem.
Atenção!!! Não confundam com os reality shows, são coisas completamente diferentes e esse é um tema para um post futuro.
Vocês não sabem mas eu, quando era "normal", participei em dois concursos desses, ambos na RTP.
Um foi na última transmissão de "A Herança de Verão", com a Tânia Ribas de Oliveira, e o outro foi no "Quem Quer Ser Milionário Alta Pressão", com o Malato.
Gostava de vos mostrar essas transmissões mas não as tenho gravadas nem as consegui encontrar online, sorry! Se encontrarem deixem-me o(s) link(s) nos comentários ok?
Foram boas experiências: adorei conhecer a Tânia, é uma mulher divertidíssima, simples, alegre, gostei mesmo muito. Quanto ao Malato devia estar num dos seus dias maus porque esteve antipático durante toda a gravação. Todos temos desses dias não é verdade?
Não venci nenhum dos concursos mas no "A Herança de Verão" cheguei à final e tive direito a uma noite e pequeno-almoço no Hotel Atlantis Sintra Estoril porque a vencedora não quis usufruir desse prémio e também porque, à hora que a gravação terminou (do dia 10 de Junho de 2006, Sábado e feriado), já não havia comboio para regressar ao Porto.
Mas já estou a distanciar-me do assunto do post, regressemos a ele!
Pois bem, é muito bonito vermos as transmissões dos concursos na TV mas não pensamos (ou raramente pensamos) no backstage, ou seja, no que se passa por trás das câmaras, as condições do sítio de gravação e essas coisas todas que não se vêem na TV.
No concurso "A Herança de Verão" não tenho críticas a fazer. Foi gravado num estúdio a nível térreo, os acessos eram excelentes, as instalações espaçosas e bem ambientadas (nem quentes nem frias, temperatura agradável) e o espaço tinha máquinas de café, de snacks, de água, etc. Até o pessoal que lá estava a trabalhar era de uma simpatia extrema, gostei mesmo de tudo.
Mas no "Quem Quer Ser Milionário Alta Pressão"... a coisa muda de figura... e de que maneira!
Para começar, os estúdios ficavam no (desculpem lá o termo) cú de Judas. Fui com a minha mãe de comboio até à estação do Oriente, em Lisboa, depois entrámos num táxi e demos a direcção ao sr. taxista e este disse-nos que não valia a pena irmos de táxi porque era "já ali" e indicou-nos o caminho.
Fomos então as duas "a butes" mas o "já ali" ainda foram dois ou três quilómetros por ruas onde não passou Cristo. Mas lá encontrámos o sítio que ninguém diria serem os estúdios da RTP onde se gravavam as transmissões do dito concurso.
Tivemos de subir quatro lanços de escada (muito estreitos) para ir até ás maquilhadoras, depois tivemos de subir mais um lanço de escadas (também estreito) até um género de cantina que fazia a vez de sala de espera e onde um simples café (uma bica como se diz por lá) custou 1€! Por fim lá fomos para o local das gravações que era ao lado dessa "cantina".
E agora eu pergunto: se nessa altura eu já estivesse em cadeira de rodas como seria? Será que aceitavam a minha participação no concurso? Se aceitassem eu teria de obrigar o sr. taxista a levar-nos lá mesmo que essa deslocação não lhe desse lucro nenhum. Mas como subiria aqueles degraus tão estreitos e tantos que eram?
Agora há um concurso na TVI durante a semana, à tarde, com a Cristina Ferreira. Também é só para pessoas "normais" porque, além de os concorrentes terem de subir uns degraus para chegarem à beira da Cristina, têm de correr e passar alguns obstáculos para apanhar os prémios.
Por isso eu digo: estes concursos NÃO SÃO, de todo, PARA TODOS!
Até ao próximo post.
Beijinhos ♡♥

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Let's talk about... sex!

Pára tudo!!!
Se és <18 então vai ver o Disney Channel ou outra coisa adequada à tua idade porque este post é para adultos.
Sim, o post de hoje é sobre sexo, esse tema que ainda é um tabu na nossa sociedade!

Imagem retirada da net
Agucei-vos o apetite?
No que se refere a sexo muita coisa há sobre o que falar, muitos assuntos a discutir, mas eu venho falar-vos sobre algo que preocupa os homens em particular e muitas mulheres no geral: o tamanho do "instrumento" masculino.
Muitas mulheres dizem que gostam dele grande (entenda-se que "grande" refere-se ao comprimento e à grossura).
Dizem que quanto mais grosso e comprido melhor e que assim é de bradar aos céus.
Quanto aos homens eles também preferem tê-lo grande pois sabem que a maioria das mulheres gostam dele assim então uma coisa leva à outra.
Mas... será realmente o tamanho assim tão importante?
Talvez existam estudos sobre isso, nunca pesquisei, portanto o que aqui escrevo é meramente a minha opinião pessoal.
O tamanho NÃO importa!
Sim, é uma óptima sensação sentirmos algo grande dentro de nós, não há dúvidas nisso, mas é o tamanho que nos leva a atingir o clímax? Não, não é!
O importante para se chegar ao nirvana sexual é o bom estímulo dos pontos certos. Não é por acaso que tantas mulheres o atingem manualmente (tanto sozinhas como acompanhadas).
Não vos vou dar uma aula de anatomia feminina, espero que conheçam bem o vosso corpo.
Sabem aquele "sininho" que têm lá em baixo? É esse ponto que deve ser bem estimulado e, para isso, já estão a ver que o tamanho do "instrumento" não interessa para nada. Pode até ser minúsculo mas se souber "trabalhar", ai meninas!, vocês vão delirar e chorar por mais! E os vossos companheiros, acreditem, também vão ficar muito satisfeitos e com o ego ao rubro.
Homens, se leram até aqui então já podem esquecer essa fixação de "o" quererem ter grande. Tratem é de usar bem o que têm, estejam atentos ás reacções da mulher com quem estão, falem durante o acto para saberem se estão a ir bem, se têm de fazer algo de outra maneira, etc.
E desfrutem os dois do momento!

domingo, 2 de abril de 2017

Dores de amor (?)

Dói!
Dói nas (raríssimas) vezes que vejo o teu carro.
Dói pensar em ti.
Dói recordar os momentos em que estivemos juntos.

Imagem retirada da net

Dói lembrar-me que já não te tenho (nunca te tive verdadeiramente).
Dói ainda mais saber que nunca te terei.

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Dói querer-te tanto.
Dói pensar que poderás estar com outra mulher que não eu.
Dói imaginar o que poderíamos ter vivido se eu não tivesse estragado tudo.
Dói não te poder ver, tocar, sentir o teu calor, o teu aroma, o teu toque, o teu sabor, o teu tudo.
Dói no espírito, na alma, na lembrança, no pensamento... até dói no corpo.
Já devia ter ultrapassado isto tudo mas não, ainda não ultrapassei, ainda não avancei.
Será a esta dor que dão o nome "Dor de amor"?

Para ti, sabes quem és.
♡♥


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sábado, 1 de abril de 2017

Resoluções/Desejos para 2017

Bem, eu sei que já estamos em Abril mas vocês sabem que não gosto de publicar os posts só porque sim, só porque toda a gente fala de certo(s) assunto(s) em certa(s) data(s).
Não! Eu publico quando me apetece! É como se fosse uma lufada de ar fresco nos temas que proliferam na blogosfera.
Pois então hoje venho contar-vos as minhas resoluções/desejos para 2017.

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Não vou concretizar tod@s, eu sei, mas as intenções são como os sonhos: ainda não pagam imposto! Hahaha!
Não vou mencionar os habituais "saúde", "dinheiro", "paz", "amor", "felicidade" e etc. porque esses são condição sine qua non.
Então comecemos:
  1. Usar 1 baton até acabar -> de todo o tipo de maquilhagem existente os batons são a minha perdição. Já não sei quantos tenho mas são muitos, mesmo muitos!
    Portanto quero usar apenas 1 baton do princípio ao fim. Mas este 1 significa 10. Porquê?! Pensem! 1 mate e 1 brilhante/normal. "Mas isso são 2!" dizem vocês. Sim, mas são 2 vermelhos, 2 rosa, 2 laranja/coral, 2 roxos e 2 castanhos o que dá um total de... 10! 😃
  2. Comprar só por necessidade -> admito, compro muita coisa só por ser novidade, sem necessitar realmente. Portanto tentarei comprar apenas quando precisar mesmo.
  3. Ser mais activa no blog -> sou uma preguiçosa. Tenho tanta coisa sobre o que escrever e não o faço por mera preguiça. Tenho de mudar isso!
  4. Arranjar parcerias para o blog -> tenho de contactar algumas marcas/empresas e solicitar parceria. Ficamos tod@s a ganhar, vocês, eu e a(s) parceria(s).
  5. Ler mais, jogar menos -> eu adoro ler mas também sou um pouco (muito!) viciada em joguinhos no tablet. Sou capaz de passar uma tarde inteira e boa parte da noite a jogar e isso tem de mudar porque, além de não ser bom para a saúde, a pilha de livros por ler tem vindo a aumentar em vez de diminuir.
  6. Cuidar melhor da minha saúde -> estou a falar especificamente da minha diabetes. Descuido-me muito, tanto na alimentação como na rotina de medir a glicemia e tomar as doses certas de insulina. Tenho também de mudar isso e assim melhorar a minha saúde em geral.
  7. Estudar diariamente a LGP -> Linguagem Gestual Portuguesa. Há uns tempos encontrei um site (este) onde ensinam (gratuitamente) o básico. Treinei uns dias mas depois parei portanto esqueci quase tudo. Tenho de retomar com afinco o estudo para meu próprio bem.
Bom, por agora não me lembro de mais nenhuma.
O que acham destas resoluções? Quais foram as vossas? Contem-me tudo!
Beijinhos a tod@s.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

O meu silêncio

Olá a tod@s! Tudo bem?
Eu sei, eu sei! Tenho andado caladinha tanto aqui como nas redes sociais.
Não, não se passa nada de mal. Os meus dias continuam a ser rotineiros: casa, curativo ao pé, consultas e diálise. Nada de novo.
Há alturas em que tenho uma necessidade louca de conversar, de estar com as pessoas, de comunicar, mas há outras em que só quero estar sossegada no meu cantinho, sem ver ninguém, sem falar com alguém. Apenas estar no meu mundinho silencioso.

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Há quem me conheça bem e sabe que esse meu silêncio não é mau presságio mas sim a minha maneira de ser e estar naquele momento e então respeitam a minha vontade, mas há outras que perante essa minha atitude me enchem de questões como "Que se passa?", "Que tens'", "Que te aconteceu?", "Estás deprimida?" e não "encaixam" a minha resposta, não compreendem e dizem "Força!", "Tu consegues ultrapassar isso!", "Não te vás abaixo!" e coisas assim.
É cansativo explicar a quem não quer entender, a quem ouve sem ouvir.
Já disse várias vezes que preciso ir a "retiros espirituais", daqueles em que cada um procura sei lá o quê mas onde tudo é feito em silêncio.
Conhecem algum? Digam-me onde por favor.
E vocês, compreendem-me? Também precisam desse silêncio ás vezes?

Estavam no baú

Olá pessoal! Como estão?
Tinha aqui alguns posts que publiquei mas depois reverti-os para rascunho mas decidi voltar a publicar porque gosto deles e me trazem boas recordações à memória.
Portanto não se admirem se receberem notificação de novos posts com datas antigas ok?
E sigamos para novo(s) post(s)!
Até já.

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terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Sinto tanto a tua falta!


Sim J, sinto tanto a tua falta... será que sentes a minha? Não sei... Talvez. Gosto de pensar que sim.

imagem  retirada da net
Sim, fui eu que errei.
Sim, fui eu que estraguei tudo.
Sim, fui eu que abri mão do que havia entre nós... eu sei disso.
Sei disso e não há um único dia em que eu não me arrependa.
Queria-te (quero-te) de volta, que me aceitasses (me aceites) de volta... TANTO!

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Quero tanto poder falar contigo, mandar-te mensagens, dizer piadas e rir-me com as tuas... mas não o faço porque tenho receio da tua resposta.
Receio de uma "chapada de luva branca" que me deixe uma dor ainda maior do que esta que sinto.

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Por muito que escreva não encontro palavras suficientes para descrever isto... é saudade, é dor, alegria e tristeza misturada com felicidade pois recordo-me sempre de todos os momentos que passamos juntos... momentos sérios, ternos, divertidos, alegres, tristes... todos eles!
Porque se eu era luz à tua beira então tu à minha eras o Sol.

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Sei que não perdoas, que não esqueces, mas... aceitas-me de volta? Voltas para mim?

Para ti J

sábado, 24 de dezembro de 2016

O Natal da minha infância

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Feliz Natal seguidor@s!
Para mim, esta noite e o dia em si, são como todos os outros do ano.
É verdade que se reúnem membros da família, recebem-se presentes, abusa-se dos doces tradicionais da época e até da consoada em si mas...
...mas a mim esta época já não me diz nada de especial.
Porquê? Eu conto-vos!
Cresci, passei a minha infância e parte da juventude, a comemorar o Natal com a minha família materna onde sempre estiveram presentes @s ti@s, prim@s e, principalmente, os meus avós.
Nessa altura havia "magia" na noite de Natal.
Geralmente era em casa dos meus avós, uma casinha pequena, que nos juntávamos todos à volta da mesa onde não havia excessos mas também não faltava nada.
Depois do jantar nós, crianças (prim@s), íamos brincar para a sala. Não havia gritos, balbúrdia, algazarra. Sempre soubemos brincar sem importunar os adultos.
Passado algum tempo vinha alguém à sala dizer "O Pai Natal já cá passou e deixou-vos presentes".
Íamos tod@s a correr até ao fogão, que estava por baixo duma chaminé, para pegarmos no(s) presente(s) que era(m) para nós.
Era a alegria total. Mostrar o que o Pai Natal nos tinha dado!
Depois íamos para a sala novamente, com os nossos brinquedos, "discutir" sobre a maneira como o Pai Natal tinha conseguido entrar lá em casa sem nós termos visto:
- Entrou pela chaminé!
- Não pode ter entrado, ele é muito gordo, não caberia lá.
- Então deitou os presentes por ela abaixo.
- Assim podia ter estragado algum!
- Pois... tens razão...
Claro que muitos anos depois já sabíamos como tinham sido deixados os presentes.
A alegria, a serenidade, felicidade e amor sempre reinaram em pleno até aos meus 13 anos. Foi o último Natal em que estiveram presentes ambos os avós pois no ano seguinte o meu avô já não estava entre nós.
O Natal continuou a ser feito em casa deles, a ser alegre, mas faltava "uma peça".
Os anos foram passando, a minha avó a ficar cansada, então começou-se a comemorar ora em casa de uma filha, ora em casa de outra e a minha avó lá estava sempre presente.
Esteve presente por mais 14 anos.
14 anos ainda felizes para mim, mesmo sem o meu avô.
Mas desde que ela partiu deste mundo acabou o que restava da "magia" do Natal e este dia tornou-se um dia comum.
Todos os dias sinto falta deles mas nas festas é ainda pior.
Acredito que estão presentes em espírito, mas não é a mesma coisa que estarem presentes em corpo, com quem eu podia conversar e rir e fazê-los rir.
Era assim o Natal da minha infância.
Boas Festas!


quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

AVC e CANCRO vs HIV/SIDA


Olá seguidor@s, cá estou eu de volta e trago à baila um assunto que me anda a "atormentar" há já algum tempo.
Já se aperceberam que têm morrido muitas figuras públicas certo? Certo!
No caso das figuras públicas estrangeiras a causa é, maioritariamente, por overdose mas nos casos nacionais o caso muda de figura e as causas passam a ser geralmente o AVC e o Cancro. É ou não é verdade? É!

         
                 
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Então e o que é que isso tem de TÃO importante para se escrever um post?!
O que tem de importante não é o próprio AVC ou o Cancro; são problemas graves, sim, mas este post nem é para falar sobre eles.
Já repararam que as pessoas têm mais medo de contrair HIV do que sofrerem um AVC ou terem um Cancro?
As pessoas não pensam "Posso sofrer um AVC e morrer" ou "Posso sofrer um AVC e ficar com sequelas irreversíveis" ou entãp "Posso ter um Cancro e morrer em pouco tempo".
Mas pensam "Que será de mim se contrair Sida?" e "Se ficar seropositiv@ nunca encontrarei a minha cara-metade" ou "Sendo seropositiva nunca poderei ter filhos".
Há tanto medo do HIV e muito menos do AVC e/ou Cancro.
Porquê?! Porque as pessoas preferem ver telenovelas, jogos de futebol, reality shows e quejandos em vez de assistirem a uma entrevista ou documentário sobre esse tema que, temos de admitir, ainda é um tabú na sociedade.
Optam por ler jornais desportivos, revistas de fofoquices e "cor-de-rosa" em vez de lerem qualquer artigo sobre HIV.
Passam horas nas redes sociais, nos joguinhos ou a pesquisar banalidades em vez de pesquisarem sobre assuntos sérios como este e se informarem minimamente.

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Ainda me estão a ler? Então vou deixar-vos algumas informações que estão acessíveis na internet:
  • O que é a SIDA?
    É a forma mais grave da infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV ou VIH em português), gerado pelo enfraquecimento do sistema de defesas do organismo.
  • O que quer dizer "ser seropositiv@"?
    Quer dizer que a pessoa é portadora do vírus e que o organismo fabricou um mecanismo de defesa: os anticorpos. São esses anticorpos que são detectados nas análises específicas efectuadas.
    A seropositividade apenas mostra a presença do vírus no organismo, não significa estar doente com SIDA.
  • Ser seropositiv@ significa que vamos obrigatoriamente desenvolver SIDA?A evolução da infecção pelo HIV não é a mesma para todos. Alguns indivíduos são seropositivos há muitos anos e continuam aparentemente bem.Na maioria dos casos, a SIDA só aparece num período de 8 a 10 anos. Estas estimativas variam na medida em que hoje em dia conhecemos melhor a doença e os tratamentos já são tão eficazes que muito raramente se desenvolve a SIDA.
  • Como se transmite o vírus?O vírus está presente em líquidos segregados pelo organismo de pessoas contaminadas: sangue, esperma e secreções vaginais. Só nestes três casos ocorre a transmissão.O vírus está em outros líquidos (saliva, lágrimas, urina e suor), mas a quantidade é tão pequena que não apresenta riscos de transmissão.
  • O que não pode contaminar?Como já informamos, a saliva, lágrimas, suor e urina não são contaminantes já que têm o vírus em pouca quantidade. Nunca houve um caso de transmissão por estes líquidos.Não precisamos ter medo de contactos como dar a mão, beijar, talheres mal lavados, comer com um@ seropositiv@, lençóis, telefones públicos, transportes, cinemas, escolas, local de trabalho, visitas a hospitais ou a médicos, animais domésticos, picadas de insectos...
  • O que é possível, porém raro?Os contactos boca-sexo podem ser contaminantes se existirem contactos entre secreções sexuais e úlceras bucais.
  • Qual a esperança média de vida de uma pessoa seropositiva?Uma pessoa de 20 anos de idade, seropositiva, que inicie hoje a medicação anti-retroviral (ARV) pode esperar viver, em média, até aos 69 anos de idade, de acordo com os cálculos publicados a 26 de Julho de 2008 na revista The Lancet. Já lá vão 8 anos e a medicina está sempre a avançar portanto a esperança média de vida tem vindo a aumentar. Mas varia de indivíduo para indivíduo e devido a vários factores.

Tinham conhecimento de tudo isto?
Há muita informação na internet, é preciso é querer saber sobre o assunto.
E nunca é demais alertar: usem SEMPRE protecção!
Quando acabarem de ler este post percam uns minutos para pensar nele e, talvez, mudar mentalidades.
Beijinhos e até ao próximo post.