quinta-feira, 9 de julho de 2015

R.I.P. Teca (2004-2015)


Teca

Já tinhas 11 anos, o que numa cadela já é praticamente a velhice.
Estavas doente, a sofrer, só a medicação te aliviava um pouco mas deixava-te "drogada".
Estavas a mostrar melhorias: já comias outra vez e rosnavas quando alguém se aproximava do teu ninho, tal como fazias quando estavas bem e até já te aventuravas a ir ter connosco ao quarto, a pedir para te colocarmos na cama aos nossos pés.
Sabíamos que não ias aguentar muito mais tempo, o veterinário tinha-nos dito que o teu sistema linfático estava todo "apanhado" pelo tumor, que este era maligno, que não era possível operar e que só nos restava dar-te a medicação para atenuar as dores e aguardar pelo teu último suspiro.
Mas mesmo assim não pensavamos que seria tão rápido...que irias embora tão depressa...menos de 1 semana entre a vinda da clínica veterinária e o fatídico dia de hoje, quando me levantei para te dar a medicação e comida e tu estavas...estavas...
Eras um animal, uma cadela pinscher, mas para nós eras família...a filha adoptiva como dizíamos carinhosamente, a mana mais velha da Grace (que é raçada de pastor alemão com serra da estrela) que te tinha um respeito nunca visto tendo em conta a diferença de tamanhos...para a Grace tu eras a mãe dela ou mana mais velha...
Recordo-me da 1ª vez que te vi cá em casa: eras tão pequenina que nem te tinha visto no sofá junto ao peito do meu pai, só quando lhe fui dar um beijo é que soltaste um latido esganiçado e eu vi que eras um "porta-chaves" minúsculo de focinho comprido e cauda amputada.
Peguei logo em ti e trouxe-te para o pátio para te ver caminhar, correr e a equilibrares-te nas tuas patitas curtas e finas e a tentar subir 1 simples degrau que a ti te deveria parecer o Adamastor.
Lembro-me também quando te levei a primeira vez a passear de carro: enfiaste-te entre o meu colo e o volante e adormeceste enquanto eu conduzia, mas como eras tão pequenina não me estorvavas... nesse mesmo dia fomos a uma sapataria e como não podiam entrar animais meti-te dentro da minha mala com a cabeça de fora e ali ficaste como se fosse o teu ninho, sem ninguém se aperceber que lá estavas...
São tantas as recordações que quase podia fazer posts diários com elas...
Sei que foi melhor assim, pois deixaste de sofrer mas fazes falta.
Quem é que agora vai andar sempre à nossa volta a pedinchar o que estamos a comer?
Quem nos vai rosnar quando nos aproximarmos do ninho?
Quem se vai deitar aos meus pés na cama? A Grace é muito grande para isso!
E a Grace não é como tu, tem o feitio dela.... os vossos feitios são completamente opostos...
Apesar do intenso e lindo sol que está lá fora hoje o dia é triste porque partiste mas pelo menos já não estás a sofrer...
Descansa em paz bichinha, descansa Teca. Estarás sempre no no pensamento e no nosso coração <3

Imagem retirada do google

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