sábado, 9 de janeiro de 2016

Um conto (parte 4 de 4 - PARA >18)

imagem retirada da internet

Já no quarto, ela não esperou que ele a despisse.
Não, ela própria se desnudou deixando-se ficar apenas com a cuequinha que estava a estrear especialmente para ele (no fundo ela sabia que iriam envolver-se intimamente nesse dia), mais tarde ele encarregar-se-ia de lha tirar.
Ele aproximou-se e ela já não o deixou afastar-se.
Despiu-o enquanto, ao mesmo tempo, lhe ia beijando e mordiscando a pele que ficava exposta, inalando o aroma do seu desodorizante que não encobria o odor natural que o seu corpo exalava, as suas feromonas... sim, ele também estava excitado e o desejo já transparecia.
Suavemente ele deitou-a na cama; com mestria percorreu-lhe o corpo com os dedos, com a língua, com os lábios; alternava com o roçar do seu corpo, da sua virilidade, contra o corpo dela e ia-se deleitando com os seus gemidos, com o aumento da temperatura do seu corpo, com o ondular das suas ancas contra si.
"Confias em mim?" perguntou-lhe ele. Ela apenas o olhou nos olhos e aquiesceu.
Foi então a partir daqui que ela percebeu o porquê da mochila.
De lá de dentro ele retirou uma caixa de preservativos, um frasco de lubrificante e um grande lenço de seda preta com o qual lhe vendou os olhos, deste modo os restantes sentidos dela ficariam mais despertos.
Pois foi o que aconteceu. Com o lenço a privar a visão, o seu olfacto, audição e, em especial, a sua sensibilidade, ficaram ao rubro.
Ele explorou cada centímetro do seu corpo ao máximo, alternando suavidade com apertos mais fortes que a transportavam a níveis altíssimos de excitação, prazer, loucura.
Ela era a sua submissa, a sua escrava, a sua concubina... "Ela está tão quente!" pensou ele.
O lubrificante foi útil em algumas situações mas ela estava de tal modo lubrificada naturalmente que este quase poderia ter sido suprimido. Mas foi também útil para ele escrever o seu nome nas costas dela, como sua pertença.
Possuiu então o que era seu, de todas as formas possíveis e como ambos desejavam. A caixa dos preservativos ficou praticamente vazia.
Enquanto ela atingia o êxtase (diversas vezes já que lhes perdeu a conta) ele deliciava-se em provocar, ver, ouvir, saborear, sentir e possuir as demonstrações dela de prazer sem nunca atingir o seu próprio.
Até que ela disse: "Nunca pensei dizer isto mas... não aguento mais!"
Ele riu-se, deitou-se na cama e ela aconchegou-se no seu regaço qual cria no seu ninho.
Assim ficaram, em silêncio, enquanto as suas respirações abrandavam, com uma sensação de entrega, de intimidade, de carinho um com o outro.
Algum tempo depois aperceberam-se que eram horas de se arranjarem para ir embora.
Nesse momento em que ela se levantava ele, ternamente, guiou-lhe a boca pequena mas carnuda, quente, molhada e gulosa de encontro à sua virilidade.
Ela não se fez rogada; tacteou, estimulou, massajou, sugou, mordiscou, lambeu.
Ele deixou-se levar pelas sensações que tudo aquilo lhe provocava, começou a sentir como que uma explosão a aproximar-se até que não aguentou, libertou-se sem ter tido tempo de a avisar mas ela não reclamou, pelo contrário, absorveu tudo com deleite e satisfeita por o ter feito chegar ao nirvana.
Agora tinham mesmo de se arranjar para irem embora e assim fizeram.
Ainda não tiveram oportunidade de voltar a estar juntos mas todos os dias comunicam um com o outro, dão largas aos seus devaneios e anseiam repetir.
Ela é a sua Submissa, a sua Escrava, a sua Concubina.
Ele é o seu Dominador, o seu Senhor, o seu Mestre.

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