sábado, 24 de dezembro de 2016

O Natal da minha infância

imagem retirada da net


Feliz Natal seguidor@s!
Para mim, esta noite e o dia em si, são como todos os outros do ano.
É verdade que se reúnem membros da família, recebem-se presentes, abusa-se dos doces tradicionais da época e até da consoada em si mas...
...mas a mim esta época já não me diz nada de especial.
Porquê? Eu conto-vos!
Cresci, passei a minha infância e parte da juventude, a comemorar o Natal com a minha família materna onde sempre estiveram presentes @s ti@s, prim@s e, principalmente, os meus avós.
Nessa altura havia "magia" na noite de Natal.
Geralmente era em casa dos meus avós, uma casinha pequena, que nos juntávamos todos à volta da mesa onde não havia excessos mas também não faltava nada.
Depois do jantar nós, crianças (prim@s), íamos brincar para a sala. Não havia gritos, balbúrdia, algazarra. Sempre soubemos brincar sem importunar os adultos.
Passado algum tempo vinha alguém à sala dizer "O Pai Natal já cá passou e deixou-vos presentes".
Íamos tod@s a correr até ao fogão, que estava por baixo duma chaminé, para pegarmos no(s) presente(s) que era(m) para nós.
Era a alegria total. Mostrar o que o Pai Natal nos tinha dado!
Depois íamos para a sala novamente, com os nossos brinquedos, "discutir" sobre a maneira como o Pai Natal tinha conseguido entrar lá em casa sem nós termos visto:
- Entrou pela chaminé!
- Não pode ter entrado, ele é muito gordo, não caberia lá.
- Então deitou os presentes por ela abaixo.
- Assim podia ter estragado algum!
- Pois... tens razão...
Claro que muitos anos depois já sabíamos como tinham sido deixados os presentes.
A alegria, a serenidade, felicidade e amor sempre reinaram em pleno até aos meus 13 anos. Foi o último Natal em que estiveram presentes ambos os avós pois no ano seguinte o meu avô já não estava entre nós.
O Natal continuou a ser feito em casa deles, a ser alegre, mas faltava "uma peça".
Os anos foram passando, a minha avó a ficar cansada, então começou-se a comemorar ora em casa de uma filha, ora em casa de outra e a minha avó lá estava sempre presente.
Esteve presente por mais 14 anos.
14 anos ainda felizes para mim, mesmo sem o meu avô.
Mas desde que ela partiu deste mundo acabou o que restava da "magia" do Natal e este dia tornou-se um dia comum.
Todos os dias sinto falta deles mas nas festas é ainda pior.
Acredito que estão presentes em espírito, mas não é a mesma coisa que estarem presentes em corpo, com quem eu podia conversar e rir e fazê-los rir.
Era assim o Natal da minha infância.
Boas Festas!


quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

AVC e CANCRO vs HIV/SIDA


Olá seguidor@s, cá estou eu de volta e trago à baila um assunto que me anda a "atormentar" há já algum tempo.
Já se aperceberam que têm morrido muitas figuras públicas certo? Certo!
No caso das figuras públicas estrangeiras a causa é, maioritariamente, por overdose mas nos casos nacionais o caso muda de figura e as causas passam a ser geralmente o AVC e o Cancro. É ou não é verdade? É!

         
                 
imagem retirada da net
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Então e o que é que isso tem de TÃO importante para se escrever um post?!
O que tem de importante não é o próprio AVC ou o Cancro; são problemas graves, sim, mas este post nem é para falar sobre eles.
Já repararam que as pessoas têm mais medo de contrair HIV do que sofrerem um AVC ou terem um Cancro?
As pessoas não pensam "Posso sofrer um AVC e morrer" ou "Posso sofrer um AVC e ficar com sequelas irreversíveis" ou entãp "Posso ter um Cancro e morrer em pouco tempo".
Mas pensam "Que será de mim se contrair Sida?" e "Se ficar seropositiv@ nunca encontrarei a minha cara-metade" ou "Sendo seropositiva nunca poderei ter filhos".
Há tanto medo do HIV e muito menos do AVC e/ou Cancro.
Porquê?! Porque as pessoas preferem ver telenovelas, jogos de futebol, reality shows e quejandos em vez de assistirem a uma entrevista ou documentário sobre esse tema que, temos de admitir, ainda é um tabú na sociedade.
Optam por ler jornais desportivos, revistas de fofoquices e "cor-de-rosa" em vez de lerem qualquer artigo sobre HIV.
Passam horas nas redes sociais, nos joguinhos ou a pesquisar banalidades em vez de pesquisarem sobre assuntos sérios como este e se informarem minimamente.

imagem retirada da net

Ainda me estão a ler? Então vou deixar-vos algumas informações que estão acessíveis na internet:
  • O que é a SIDA?
    É a forma mais grave da infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV ou VIH em português), gerado pelo enfraquecimento do sistema de defesas do organismo.
  • O que quer dizer "ser seropositiv@"?
    Quer dizer que a pessoa é portadora do vírus e que o organismo fabricou um mecanismo de defesa: os anticorpos. São esses anticorpos que são detectados nas análises específicas efectuadas.
    A seropositividade apenas mostra a presença do vírus no organismo, não significa estar doente com SIDA.
  • Ser seropositiv@ significa que vamos obrigatoriamente desenvolver SIDA?A evolução da infecção pelo HIV não é a mesma para todos. Alguns indivíduos são seropositivos há muitos anos e continuam aparentemente bem.Na maioria dos casos, a SIDA só aparece num período de 8 a 10 anos. Estas estimativas variam na medida em que hoje em dia conhecemos melhor a doença e os tratamentos já são tão eficazes que muito raramente se desenvolve a SIDA.
  • Como se transmite o vírus?O vírus está presente em líquidos segregados pelo organismo de pessoas contaminadas: sangue, esperma e secreções vaginais. Só nestes três casos ocorre a transmissão.O vírus está em outros líquidos (saliva, lágrimas, urina e suor), mas a quantidade é tão pequena que não apresenta riscos de transmissão.
  • O que não pode contaminar?Como já informamos, a saliva, lágrimas, suor e urina não são contaminantes já que têm o vírus em pouca quantidade. Nunca houve um caso de transmissão por estes líquidos.Não precisamos ter medo de contactos como dar a mão, beijar, talheres mal lavados, comer com um@ seropositiv@, lençóis, telefones públicos, transportes, cinemas, escolas, local de trabalho, visitas a hospitais ou a médicos, animais domésticos, picadas de insectos...
  • O que é possível, porém raro?Os contactos boca-sexo podem ser contaminantes se existirem contactos entre secreções sexuais e úlceras bucais.
  • Qual a esperança média de vida de uma pessoa seropositiva?Uma pessoa de 20 anos de idade, seropositiva, que inicie hoje a medicação anti-retroviral (ARV) pode esperar viver, em média, até aos 69 anos de idade, de acordo com os cálculos publicados a 26 de Julho de 2008 na revista The Lancet. Já lá vão 8 anos e a medicina está sempre a avançar portanto a esperança média de vida tem vindo a aumentar. Mas varia de indivíduo para indivíduo e devido a vários factores.

Tinham conhecimento de tudo isto?
Há muita informação na internet, é preciso é querer saber sobre o assunto.
E nunca é demais alertar: usem SEMPRE protecção!
Quando acabarem de ler este post percam uns minutos para pensar nele e, talvez, mudar mentalidades.
Beijinhos e até ao próximo post.