segunda-feira, 10 de julho de 2017

Família: Sim! Família? Não!

Um post no dia seguinte ao do último?! Oba!!! Milagre!!!
Hehehe! É verdade sim. O último post foi escrito ontem. Coisa rara por estes lados não é verdade? Pronto, coloquei a preguiça ali na gaveta e cá vim escrever.
Hoje temos um desabafo (como na maioria dos meus posts), uma conclusão a que cheguei.
Vou falar de FAMÍLIA, nomeadamente ti@s e principalmente prim@s.

imagem retirada da net

Considero a minha família grandinha: da parte do meu pai tenho dois tios (mais uma tia por afinidade - mulher de um deles), uma tia, três primos e duas primas.
Da parte da minha mãe são mais: são três tias (vivas, pois havia mais uma que faleceu quando eu tinha apenas um aninho de idade) mais os respectivos maridos (portanto são quatro tios porque estou a contar com o marido da minha falecida tia), cinco primos e três primas.
Só estou a considerar @s ti@s e prim@s direit@s caso contrário não saíamos daqui uma vez que já há muit@s prim@s em segundo e terceiro grau.
Mas voltemos atrás.
Porque venho falar disto e porque digo ser um desabafo?
Eu explico: em relação à família da parte do meu pai nunca tive muita ligação. Falamos de vez em quando, ás vezes vêm cá a casa mas muito de longe a longe e nada mais. Portanto não tenho do que reclamar.
Mas da parte da minha mãe é muito diferente. Cada uma das minhas tias tem a sua maneira de ser, diferem bastante umas das outras, mas mesmo assim sempre fomos muito unidas, sempre em contacto. Umas mais que as outras mas mesmo assim sempre em contacto.
Eu fui criada pelos pais da minha mãe: meus avós tão queridos e que eu sempre amei muito (ainda amo apesar de já cá não estarem). O meu avô até era meu padrinho de baptismo. E criados comigo foram também dois primos e uma prima. Como sou filha única posso dizer que eles eram quase meus irmãos.
Mas então vocês perguntam: "De cinco primos e três primas só três é que foram criados contigo?!". Sim: quando eu nasci, três desses primos todos, já eram adultos: já tinham as suas famílias; outros dois (irmãos) estavam a ser criados pelos avós paternos; restam então os três que foram criados comigo. Ou melhor, eu fui criada junto com um deles e mais tarde nasceu a minha prima; no entretanto o meu primo entrou para a escola então ficámos só as duas mas não por muito tempo porque depois nasceu o irmão dela e veio juntar-se "à festa".
"Ok, estamos a perceber. E depois?".
Depois é assim: durante anos convivemos (eu e primos) de 2ª a 6ª, das 8h00 ás 19h00, mais os dias festivos. Trocámos confidências, ajudávamo-nos mutuamente, éramos como irmãos.

imagem retirada da net

"Sim, e então?!".
Então agora: o primo com quem fui criada já não me fala há mais de sete anos, deixou simplesmente de o fazer; a prima apenas manda uma sms no meu aniversário e outra no Natal e, mesmo com toda a convivência e cumplicidade que tivemos quando éramos mais novas, o primo é que é "primo querido", "primo do meu coração" (palavras escritas por ela no seu perfil de Facebook).
Quando eu ia sair à noite levava-a comigo para ela não ficar em casa, para se divertir, dançar, beber um café... mas quando eu precisei que fizesse o mesmo comigo para me ajudar a superar a depressão... não, não o fez.
Quanto ao meu outro primo, irmão dela, não tenho nada a dizer porque sempre foi e ainda é muito introvertido, muito calado, metido no seu mundo, portanto convivíamos mas ao mesmo tempo não havia convívio.
E sabem uma coisa? Como vos disse, há dois primos que foram criados pelos avós paternos e não comigo mas, por incrível e/ou absurdo que pareça, temos um convívio frequente, estamos sempre em contacto e basta uma palavra minha ou até apenas um olhar meu para eles perceberem que eu preciso de alguma coisa: seja uma ajuda ou uma palavra mais meiga... e nesse momento estão lá para mim, deixam tudo para estar comigo, para me ouvirem, para me falarem, para me darem um ombro. TUDO!
Mas também dou graças por ter pessoas que não são "do meu sangue" e que, no entanto, considero como FAMÍLIA. Pessoas que conheço pessoalmente e, na maioria, pessoas que só conheço virtualmente mas no entanto estão lá, à distância de um ecrã e de um teclado, sempre com uma palavra amiga, de ânimo, de ajuda... Paulinha, Carina, Catherine, Marta, Aninha, Lu, Ana Penalva, Chris, Ruth, Andreia, Jaque, Magna, Mª João... Sou uma felizarda por vos ter na minha vida!

imagem retirada da net

Dói um pouco pensar em tudo isto, chegar à conclusão que, afinal, quem esteve connosco durante tantos anos é quem está agora tão perto mas na realidade tão longe!
E pronto, já desabafei 😖
Até ao próximo post 💋

2 comentários:

  1. Oh pah isso não vale... obrigada pelas tuas palavras minha querida Paty...
    Sabes o que te digo? Ainda bem que existem esses primos que te voltaram as costas (acredita que não podem ser felizes com as suas escolhas). Mas é por existirem pessoas assim que damos mais valor a quem nos dá valor, a quem nos oferece o coração em troca de nada.
    E é isso que tens feito comigo. Tens oferecido o melhor de ti em troca de nada... e acredita que mesmo sem pedires nada em troca é reciproco.

    BeijinhoBom
    Paula Cardoso
    Magia nas Palavras ♥

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    1. Tens razão Paulinha, ainda bem que eles existem e me "fizeram" como sou hoje.
      Eu dou a quem gosto, a quem amo, e não, não peço nada em troca porque já recebo tanto ou mais.
      Obrigada pelo teu comentário miga, obrigada Paulinha <3

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